TRIUNFO
Justo
pedia justiça.
José,
água, pão, trabalho.
Paloma
pedia liberdade.
A terra
gemia de dor.
O céu
sangrava.
Cataclismos,
furacões, explosões.
Corações
feridos.
Árvores
erguidas, determinadas.
Raízes
fincadas.
Esperanças;
fé no ar.
Paloma no
ar.
Não podia
pousar.
Felinos
espreitavam-na,
Sedentos,
famintos.
Paloma se
ria.
Pousava
numa árvore aqui, noutra acolá.
Felinos
enfurecidos, irritados.
O céu
lavou a terra sangrenta.
Árvores
floresceram.
Felinos
tremiam de medo.
Justo
conquistou justiça.
José, com
trabalho,
Tinha à
mesa pão e água.
Paloma
pousava em cada árvore, cada flor.
Felinos,
agora gatinhos,
Clemência
pediam à dona justiça...
Paloma
resolveu procriar
Montando seu palácio no Planalto de Goiás.
(do livro EMOÇÃO LABIRÍNTICA)
Montando seu palácio no Planalto de Goiás.
(do livro EMOÇÃO LABIRÍNTICA)
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