A estrada do meu caminho só eu
conheço.
Está coberta de espinhos desde
que você me deixou.
Morri mil vezes, até descobrir
que a cada morte
Renascia mais forte, mais
preparada a lhe esperar...
Já não me importam os caminhos de
espinhos,
O sangue e as lágrimas
derramadas.
Os espinhos brilham e, mesmo não
olhando para traz,
Uma brisa me chega ao rosto e um
som de pássaros,
Que me trazem música aos ouvidos,
me levam a dançar,
Deixam-me a certeza íntima que a
estrada deserta,
De barro e espinhos, se
transforma num lindo e florido jardim.
Onde estiver, meu coração o
alcança.
Não me importa as veredas por que
tenha que passar,
Nem mesmo ter que transpor o
infinito e a dor lancinante
Da escala da montanha pedregosa e
pontiaguda.
Nada deterá meus passos.
Quero reencontrar seus olhos e
senti-los acariciar meus lábios,
Perceber a vibração intensa do
meu amor.
Quero poder tocá-lo novamente,
não mais com minhas mãos apenas;
Com meu coração.
Quero pedir perdão por meu
egoísmo de outrora,
Sufocante, possessivo, a ponto de
ver até o que não existia.
Quero nascer mil vezes se preciso
for
Basta-me a certeza de um dia
poder lhe dedicar,
Integralmente,
O meu ser renovado, o verdadeiro amor.
(do livro ÊXTASE)
O meu ser renovado, o verdadeiro amor.
(do livro ÊXTASE)
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