PROFUSÃO DIFUSA
Escureceu
a visão do medo,
Som
profuso da noite
Chicoteando
o dia das estrelas.
O som
emudeceu rabiscando paredes solitárias.
O brilho
solar lacrimejava em seda marrom
Queimando
o centro de um nada profundo
De um
todo difuso.
Não se
via luz e sangue escorria.
De onde?
Do nada.
Um nada
também pode sangrar.
Passou o
vento.
A lua
sorria debochada.
Nem mesmo
o vento podia limpar, varrer.
Somente o
tempo limpa, varre, destrói, muda e renasce.
O sono
acordou.
Os olhos
fecharam.
O coração
cicatrizou e o tempo passou parando o ar.
Petrificou-se.
Era inverno.
O sonho
libertou-se silenciosamente
Como um
raio queimando a morte,
Escurecendo
a vida
Num som
profuso de estrelas
Na
cegueira perigosa da coragem do medo
Incontido silêncio da seriedade debochada do tempo.
(do livro EMOÇÃO LABIRÍNTICA)
Incontido silêncio da seriedade debochada do tempo.
(do livro EMOÇÃO LABIRÍNTICA)
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