Caro leitor, seja muito bem vindo a essas despretensiosas páginas.
Desejo falar ao seu coração não apenas com os meus poemas, mas também pelas mensagens, orações e reflexões aqui colocadas a seu dispor.
Que o coração do Divino Mestre Jesus os ilumine e abençoe sempre.
Aqui, você está livre também para desabafar seus problemas e angústias.
Darei um retorno tão logo possa e opinarei se assim você desejar.
Fique a vontade. Aqui você, internauta, vai encontrar uma amiga com o coração aberto a lhe auxiliar dentro dos meus limites, mas sempre com carinho, respeito e espírito fraterno.
NAMASTÉ.

domingo, 24 de julho de 2016

CEGUEIRA SOLAR

As andorinhas voam.
- Sabe que até acreditei em suas promessas!?
O teto caiu.
Andorinhas continuam soltas no ar.
Queria tanto ser uma delas!
O telefone tocou. Droga!
Agora? Porque agora?
Bom fosse ele.
Ou, talvez, Deus.

Minha coruja não tira os olhos de mim.
Não sei se era bem isso que queria escrever!...
Soltei as palavras... livres.
Andorinhas.
A gaiola no mesmo lugar.
Li Demian – Hesse.
Pirei, me perdi, me achei, me assustei.
Espelho.
Gostaria de ser Dom Quixote.
Ou, talvez, Porcina.
Estar dentro e fora,
Lá e cá,
Me descabelar, gritar,
Amar,
Quixotar sem parar
Alucinadamente!

Julieta se matou.
Roubei-lhe o coração, agora é meu.
Thayhanna vive em mim sem ser eu.
Ela, sim, é poeta. Índia.
Sempre foi.
Descobriu até a beleza, as cores poéticas das cobras.
Talvez seja a índia que fui;
Eu, a poeta que foi.
Tocam tambores. Escrevo.
Raiamum era meu.
Era dela.
Agora num é meu nem dela.
É de Tiça... sempre
Atrapalha a primavera.
Raiamum dormiu... Tiça oh!, abocanhou.
A coruja ainda me olha.

As roseiras esperam.
O quê? Não sei, não sou rosa!
Sou lírio.
Palmas, palmas, palmas...
Roda, roda, gira!
Pica o tambor!
Tenho seios indígenos.
Quando li Demian obscureci a subconsciência do meu olhar.

Minha cegueira solar é nítida.


                      (do livro DESFALECIMENTO)


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