FORMAS DE AMOR
Meu amor, há nuvens em teus olhos
Ofuscando o teu sorriso,
Escondendo tuas lágrimas,
Muitas camufladas
Na solidão escura da desilusão,
No espaço vazio do teu coração.
E eu as sinto em mim...
Como se minhas fossem,
Queimando-me o ser,
Sustentando-me no caminho.
Estacas de espinhos e luz.
Luz!... luz de esperança.
Esperança quimérica, bem sei,
Mas que me embalam os dias
Em sonhos e poesias.
Estou viva.
Estou em teu coração,
Quietinha, oculta
em tua mente,
Em todo o teu ser,
Porque te amo,
No silêncio do meu quarto,
No olhar de cada criança,
Nas flores, nas folhas verdejantes,
Na terra produtiva e paciente,
No mar calmo, que por vezes se afoga
Na revolta dele mesmo, que desconhece a origem das
próprias ondas,
O próprio esplendor;
Na chuva, no sol,
No arco-íris sob a lua transparente,
Em tudo o que vejo, sinto.
Eu te amo com coração de mãe...
A mãe privada de seu filho.
Eu te amo como mulher devotada e feliz,
Realizada em seus anseios,
Nos sonhos que alimento em mim.
Só sonhos... não tenho mais ilusão.
Mas também te amo como esposa sofrida,
Desencantada, decepcionada.
Desencantada, decepcionada.
Porém dedicada, zelosa em não constranger teu coração.
E ainda te amo como filha, terna e carinhosa,
Incapaz de te ferir, te esquecer, te desprezar,
Mesmo no abandono de teus afagos, teus carinhos.
Eu te amo como irmã,
Na espera paciente de teus olhos brilharem
E teu sorriso florir,
Resplandecente,
Para que possa, mesmo que de longe,
Ocultar-te em meu amor,
Guiar-te no caminho,
Fortalecendo-te na dor dos espinhos,
Amparando-te nos possíveis desfalecimentos
E encorajando-te a seguir em frente
Ainda
que estejas de mãos dadas a outro coração.
Para que possa, mesmo que de
longe,
Ocultar-te em meu amor,
Guiar-te no caminho,
Fortalecendo-te na dor dos espinhos,
Amparando-te nos possíveis desfalecimentos
E encorajando-te a seguir em frente
Ainda que estejas de mãos dadas a outro coração.
(do livro ÊXTASE)
Ainda que estejas de mãos dadas a outro coração.
(do livro ÊXTASE)
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