Caro leitor, seja muito bem vindo a essas despretensiosas páginas.
Desejo falar ao seu coração não apenas com os meus poemas, mas também pelas mensagens, orações e reflexões aqui colocadas a seu dispor.
Que o coração do Divino Mestre Jesus os ilumine e abençoe sempre.
Aqui, você está livre também para desabafar seus problemas e angústias.
Darei um retorno tão logo possa e opinarei se assim você desejar.
Fique a vontade. Aqui você, internauta, vai encontrar uma amiga com o coração aberto a lhe auxiliar dentro dos meus limites, mas sempre com carinho, respeito e espírito fraterno.
NAMASTÉ.

sábado, 24 de setembro de 2016

ESPERA

Se a chuva cai não é porque existo.
Minha canção é comum, banal,
E o relógio não pára.
A música continua independente de mim...
Choro por você.
A chuva cai e eu continuo a sorrir;
Espero um raio de sol.
Um dia, quando as rosas da roseira se abrirem,
Quero estender a mão e te encontrar, te sorrir,
Te amar até as entranhas qual raiz firme.
Vamos nos molhar, não mais de chuva;
De calor, amor e suor.
As cerejas serão bem vermelhas e doces.
A Cavatina será ouvida na voz dos pássaros.
Você não existe aqui... eu espero...
Meu leito é vazio
E a chuva não cai porque existo.
O ar grita, me ensurdece,
Aperta o peito e me faz tremer de frio.
Meu leito estará vazio...
O relógio não pára.
Eu continuo a sorrir, chorando.
Seu calor, seu amor, seu olhar... nenhuma rosa.
O sol ainda é frio.


Ouço a Cavatina, longe.


                                 (do livro DESFALECIMENTO)

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