Caro leitor, seja muito bem vindo a essas despretensiosas páginas.
Desejo falar ao seu coração não apenas com os meus poemas, mas também pelas mensagens, orações e reflexões aqui colocadas a seu dispor.
Que o coração do Divino Mestre Jesus os ilumine e abençoe sempre.
Aqui, você está livre também para desabafar seus problemas e angústias.
Darei um retorno tão logo possa e opinarei se assim você desejar.
Fique a vontade. Aqui você, internauta, vai encontrar uma amiga com o coração aberto a lhe auxiliar dentro dos meus limites, mas sempre com carinho, respeito e espírito fraterno.
NAMASTÉ.

domingo, 24 de julho de 2016

LABIRINTO

Mais que nunca me descubro na angústia do meu ser,
Que se acha e se conhece e, quanto mais se vê,
Mais se perde, se desfaz e se refaz.
Este ser temeroso e corajoso me assusta,
Me inibe, me empurra, me intimida e  me desafia.
Sua essência ambígua me enlouquece.
Ora é tímido e de repente se espanta ao ser atraente,
Sedutor, ou... talvez, simplesmente espectador de uma                                                                                                    /multidão falante.

Ah! Meu Ser é irreverente, explosivo;
Não... não, ele é cauteloso, observador,
Atento, sutil, como uma coruja.
Meu Ser é sensível, romântico;
Tem a timidez charmosamente obscena da lua
E a espontaneidade arrojadamente temperamental do sol.

A noite lunaticamente ensolarada
Do meu dia ensolaradamente estrelado
É que faz o meu labirinto ser terrenamente celeste,
Sendo celestialmente terreno.
Tenho minhas raízes cravadas no ar,
No céu, no tempo, no vácuo profundo do nada.
Tenho minhas folhas e frutos soltos na terra,
Buscando sempre alcançar as verdades reais
Nas profundezas certas e inquestionáveis do ventre terrestre.

Observem!
O que parece não ser; é.
O que indica não ter sentido; tem.
O que se perdeu acabou por se achar em si mesmo.

Tudo porque, simplesmente, sou poeta.


                      (do livro EMOÇÃO LABIRÍNTICA)


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