LABIRINTO
Mais que
nunca me descubro na angústia do meu ser,
Que se
acha e se conhece e, quanto mais se vê,
Mais se
perde, se desfaz e se refaz.
Este ser
temeroso e corajoso me assusta,
Me inibe,
me empurra, me intimida e me desafia.
Sua
essência ambígua me enlouquece.
Ora é
tímido e de repente se espanta ao ser atraente,
Sedutor,
ou... talvez, simplesmente espectador de uma /multidão falante.
Ah! Meu
Ser é irreverente, explosivo;
Não...
não, ele é cauteloso, observador,
Atento,
sutil, como uma coruja.
Meu Ser é
sensível, romântico;
Tem a
timidez charmosamente obscena da lua
E a
espontaneidade arrojadamente temperamental do sol.
A noite
lunaticamente ensolarada
Do meu
dia ensolaradamente estrelado
É que faz
o meu labirinto ser terrenamente celeste,
Sendo
celestialmente terreno.
Tenho
minhas raízes cravadas no ar,
No céu,
no tempo, no vácuo profundo do nada.
Tenho
minhas folhas e frutos soltos na terra,
Buscando
sempre alcançar as verdades reais
Nas
profundezas certas e inquestionáveis do ventre terrestre.
Observem!
O que
parece não ser; é.
O que
indica não ter sentido; tem.
O que se
perdeu acabou por se achar em si mesmo.
Tudo porque, simplesmente, sou poeta.
(do livro EMOÇÃO LABIRÍNTICA)
Tudo porque, simplesmente, sou poeta.
(do livro EMOÇÃO LABIRÍNTICA)
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